SOBRE A ARENA
 

Um espaço simbólico criado para fomentar reflexão e discussão acerca da imagem, da representação, de novos rumos e ideias. As arenas se dão em diferentes locais ocupados pelo festival e sugere formas alternativas de trocas, debates e de resistência através da produção de imagens.


reflexão, pensamento e narrativas visuais contemporâneas
mestre de cerimônias: Renata Simões
onde: teatro Guarany


debates na arena
onde: Museu Pelé


uma noite com Rincon Sapiência
onde: Arcos do Valongo

 

UMA NOITE COM RINCON SAPIÊNCIA
 

Rincon Sapiência é nosso convidado especial para a noite de abertura do festival. O rapper da zona leste de São Paulo, recém-chegado de sua primeira turne internacional, vai à Santos para um bate-papo, seguido de um pocket show. Em um formato de entrevista o MC percorre sua vida e obra. Ele acaba de lançar seu primeiro disco, Galanga Livre, inspirado, entre outras coisas, na literatura de cordel, MPB e na musicalidade da Mauritânia e do Senegal. Na pauta: família, afeto, música, poesia, política, raízes africanas e os resquícios escravocratas/colonialistas de um país que segue acobertando sua história. Premeditando mudanças possíveis e impossíveis e a construção de um futuro mais transgressor, Sapiência, vem retomando a importância da cultura do mestre de cerimônias, domina a palavra e prioriza a mensagem como nos primórdios do rap nacional. A noite termina com sua música; política e ritmada.

 


quando: 04.10.2017 — 22h às 01h
onde: Arcos do Valongo

UMA NOITE COM PRETA RARA
 

Preta-Rara além de rapper, é professora de história e influenciadora digital. Original de Santos, seu engajamento vem influenciando milhares de pessoas em todo o país. Após criar o projeto ‘Eu Empregada Doméstica’, Preta comoveu as pessoas a se conscientizarem sobre um tema tão relevante: como vivem as trabalhadoras domésticas no Brasil? A página do projeto no Facebook recebeu mais de cinco mil relatos de mulheres que sofreram abusos como trabalhadoras domésticas. No Valongo Rara apresenta sua mais nova webserie Nossa Voz Ecoa, que aborda temática relacionada à cultura e estética negra, racismo, machismo, gordofobia e hip hop, e está dividida em 10 episódios. Durante esta noite de quinta-feira, será exibido o episódio Filha de Dandara, em que ela junto a filósofa Djamila Ribeiro e outras mulheres, discorrem sobre a situação de invisibilidade, as opressões cotidianas, o feminismo interseccional e a solidão afetiva e institucional das mulheres negras. Após a exibição Preta-Rara e a atriz santista Priscila Fernandes contarão um pouco sobre os objetivos e a produção do projeto.

 


quando: 05.10.2017 — 21h às 22h
onde: Arcos do Valongo

VIGÍLIA NINJA
 

Uma vigília cívica e cultural organizada pela Mídia NINJA no Festival Valongo para mais uma vez abrir as portas a pensar e conspirar possíveis e necessárias reestruturações para um projeto de Brasil.

 

20h Apresentação: DJ Afreekassia
Projeção: Selecionados Convocatória (1h30)

21h30 #ConversasInfinitas
Fotografia Coletiva Brasileira em Construção – com Nair Benedicto, Pio Figueroa, Mídia NINJA, Mamana, Garapa e Coletivo Rolê
Projeção: Ensaios em construção de coletivos fotográficos

22h30 Show Cubatão Invisível
Com Sensimilla Jhon, Ideologia Letal, Ruz
Projeção: Cubatão por Mídia NINJA e SUB Coop (Arg) + Selecionados Convocatória

23h00 #ConversasInfinitas
Quem Somos, Pra Onde Vamos?
Debate: Mídia NINJA, Pastor Ariovaldo Ramos (Frente dos Evangélicos Pelo Estado Democrático de Direito), Iatã Cannabrava (RBPCF) e Isa Penna
Projeção: Mídia NINJA e convidados

00h15 Apresentação: DJ Afreekassia
Projeção: Selecionados Convocatória

00h30 #ConversasInfinitas
Funk, um Delírio Utópico
Delirios Utópicos de Claudio Prado convida MC Rita e Liga do Funk

1h30 Pocket Show Mc Rita
Projeção: Selecionados Convocatória

2h DJ Litta Afrontite
Projeção: Selecionados Convocatória

Envie suas imagens e conteúdos para participar da Vigília, se inscreva agora.

 


quando: 06.10.2017 — 20h às 04h
onde: Arcos do Valongo

MULHERES NEGRAS: PROJETOS DE MUNDO
 

A história das mulheres negras é carregada de estereótipos e ausência de subjetividades, seja nos cânones da literatura, do cinema, ou em outras mídias em geral. Pensar nessas narrativas é urgente e necessário para garantir curadorias equânimes e novos projetos artísticos.

Nesta toada, a noite de sábado busca trazer à tona a reflexão sobre tal temática com a exibição do filme “Mulheres Negras: Projetos de Mundo” seguida de debate com a diretora santista, Day Rodrigues e a atriz e cineasta Thalma de Freitas. A noite segue com a festa santista regida pelo dj Silvio Luis.

 


quando: 07.10.2017 — 22h às 01h
onde: Arcos do Valongo

DEBATES NA ARENA // PARA ONDE ATIRAM AS FOTÓGRAFAS BRASILEIRAS?
 

Fotografia expandida, contemporânea, de rua e fotojornalismo pelas lentes de fotógrafas sagazes e críticas. Mulheres, fotógrafas, de diferentes gerações e territórios, narrando e esquadrinhando a sua arte, linguagem, trajetórias e vivências singulares, que delineiam o seu fazer imagético como uma forma urgente de estar no mundo. Este enredo visual integra a perspectiva do livro “Fotografia Substantiva Feminina – Brasil”, em produção, ou melhor, “em obras”.

 

quem: Yara Schreiber Dines, Avani Stein, Cris Bierrenbach, Gabriela Biló (Coletivo Mamana), Mídia NINJA


quando: 05.10.2017 — 11h às 12h30
onde: Museu Pelé

DEBATES NA ARENA // PORTO-PRAIA-CIDADE: NOVAS FRONTEIRAS
 

No momento em que a sociedade debate as fronteiras e muros de toda ordem, na esfera global e local, o Valongo festival volta o seu olhar para dentro – para entender como territórios separados em uma mesma urbe podem ser alinhavados; como por exemplo, o agitado Gonzaga (praia) e o histórico Valongo (porto). As instituições públicas e privadas presentes no debate são convidadas a discutir as propostas do festival e de outros protagonistas da cena cultural de Santos: de criar e utilizar ferramentas culturais como instrumentos de transformação da cidade.

 

quem: Alex Oliva (CODESP) + José Luiz Penna (Secretário Estadual de Cultura) + José Antonio Oliveira de Rezende (Secretário Adjunto de Assuntos Portuarios, Indústria e Comércio) + Eduardo Saron (Itaú Cultural) + Renata Simões  


quando: 06.10.2017 — 11h às 12h30
onde: Museu Pelé

DEBATES NA ARENA // EDUCAÇÃO PELA IMAGEM E A IMAGEM COMO EDUCAÇÃO
 

A construção de uma política pública: vivemos numa cultura visual, diariamente recebemos milhares de fotografias e vídeos pelos jornais, revistas, TVs, celulares e outras mídias digitais, assim é um direito da/do cidadão estar mais consciente dos significados das imagens para ser um consumidor crítico. Deveria ser natural uma política pública que desenvolvesse a alfabetização visual na educação formal e informal. Nesta mesa os integrantes compartilharão algumas práticas e aspirações na relação da educação e imagem.

 

quem: João Kulcsár, Raquel Pellegrini, Rubens Fernandes, Mídia NINJA


quando: 08.10.2017 — 11h às 12h30
onde: Museu Pelé

MESA 1 // BODE!
  Cristina De Middel + Bruno Morais + Horacio Fernández

Horacio conversa com Cristina de Middel e Bruno Morais sobre a série que ocupará os muros históricos do Valongo. “Excessocenus” é uma referência aos excessos de todas as formas que vivemos hoje em dia, e também, o nome de um futuro determinado por uma humanidade inconsciente, na qual o amanhã não importa. Neste bate-papo Cristina também falará sobre seu trabalho, especialmente os fotolivros, reconhecidos internacionalmente pela sua especial qualidade narrativa e poética, onde não há fronteiras entre ficção e realidade.

 


quando: 04.10.2017 — 20h às 21h30
onde: Teatro Guarany

MESA 2 // A ESCUTA E O GESTO: CAMINHOS CURATORIAIS
  Diane Lima + Denise Gadelha + Galciani Neves + Ronaldo Entler

Curadoria pode ser implícita ou explicitamente política mas, necessariamente, tem que ser política. Para fora destas bordas decora-se ou faz-se o show. Trabalhando próximo aos artistas, o poder dos curadores se realiza hoje na capacidade de provocar ações que transbordam para fora do espaço expositivo. Não tanto o toque de Midas, mas o toque que nos alerta sobre as urgências, às vezes, um tocar fundo nas feridas abertas e, se necessário, o toque de recolher. Por serem vozes militantes vindas de paragens diferentes deste país-continente, juntamos Galciani, Denise e Diane. Para colocar questões, Ronaldo Entler, por acreditar que a incerteza e a escuta são formas poderosas de ação.

 


quando: 05.10.2017 — 18h às 19h30
onde: Teatro Guarany

MESA 3 // TERRA/TERRITÓRIO
  Jonathas de Andrade + Ana Maria Maia

Imagine uma expedição que desejasse percorrer não só o território mas também os tempos que compõem a história do Brasil para investigar as origens étnicas do nosso povo e sua complexidade cultural. O veículo que hoje se mostra capaz de percorrer essas longas distâncias é a herança que se materializa no que temos chamado de arte. Ana Maria Maia, curadora, e Jonathas de Andrade, artista, discutem o modo como a escrita e a imagem nos permitem realizar participar dessa aventura.

 


quando: 05.10.2017 — 20h às 21h30
onde: Teatro Guarany

MESA 4 // FICCIONANDO MUNDOS: ARQUIVO E IMAGEM EM UM BRASIL SEM MEMÓRIA
  Marcelo Gomes + Jaime Lauriano + Diane Lima

Apagamentos, ocultamentos e silenciamentos. Práticas de uma nação marcada por processos de violência à memória, mitos subalternizantes e fabulações históricas. Revirando os arquivos da imaginação, a ficção inscreve narrativas que abrem caminhos para reflexão e para outros desfechos da nossa biografia.

 


quando: 06.10.2017 — 18h às 19h30
onde: Teatro Guarany

MESA 5 // DIFÍCIL É O SER HUMANO. MÁQUINA NÃO DÁ DEFEITO
  Cao Guimarães + João Carlos Guedes da Fonseca + Lívia Aquino

Vamos partir dessas frases. Juntas elas potencializam duas questões importantes da experiência atual: a busca de sentido acerca do que realizamos como espécie e uma suposta crença nos aparelhos traduzidos aqui como a exatidão e o rigor científico e tecnológico. Tais citações são da personagem Margo, do filme “Homem das Multidões”; de Cao Guimarães e Marcelo Gomes. Vamos partir do filme. Juntos nesta mesa propomos uma conversa que envolve o modo como podemos traçar conexões entre o universo que faz surgir essa obra por meio da compreensão do homem moderno e de uma tradução possível do conto quase homônimo de Edgar Allan Poe. Isso somado a algo deflagrado no filme como a solidão que habita o corpo atravessado pelos fluxos da cidade e seus circuitos imagéticos. Vamos partir. Não há chegada prevista.

 


quando: 06.10.2017 — 20h às 21h30
onde: Teatro Guarany

MESA 6 // REGISTRO DO REAL NARRATIVA FICCIONAL
  Patrícia Almeida + António Júlio Duarte + Horacio Fernández

António, Horacio e Patricia conversam sobre suas obras e outras questões, entre elas as virtudes e defeitos do fotojornalismo e da arte fotográfica, o compromisso dos fotógrafos com a realidade e a sua possível transformação. Patricia fotografou sua vida privada, cercada pela vida pública nestes anos de crise total em Portugal. Suas fotos são pedras jogadas contra o poder. Já as fotografias do também português, António Júlio Duarte foram feitas em Macau, uma antiga colônia portuguesa, na China. Esta série reúne imagens ultra-brilhantes do rosto do poder; um falso luxo enganoso, encontrado em cassinos, hotéis, saunas e outros espaços exclusivos; locais sempre desabitados nas imagens. Em outra série paralela, António mostra os usuários de tais espaços, através das fotos de uma eleição política, aparentemente democrática, mas também falsa. Ou seja, uma imagem que demonstra a fragilidade da política local, muito familiar ao nossos dias e realidade.

 
* um dos integrantes desta mesa falará em espanhol.

 


quando: 07.10.2017 — 18h às 19h30
onde: Teatro Guarany

MESA 7 // FERNANDO LEMOS, UM SURREALISTA NO BRASIL
  Fernando Lemos + Rubens Fernandes Jr.

O curador Rubens Fernandes conversa com o multi-artista, Fernando Lemos. Juntos percorrem os caminhos de uma vida fértil, desde o seu singular envolvimento com o movimento surrealista português no final dos anos 40 até suas experimentações para além da fotografia, no cinema, desenho e artes gráficas. Radicado no Brasil desde 1954, buscou novos e mais leves ares do que os que envolviam Portugal, durante a ditadura Salazarista (1933-74), “Apesar de tudo a sociedade portuguesa possibilitou esses vazios marginais. Sem o surrealismo, não teria sido possível contestar e questionar o conservadorismo do regime”. Uma longa vida sugere muitas fases; no entanto, o interesse do artista pelo sonho permanece desde os tempos de surrealismo. Lemos, vê na fotografia uma capacidade intrínseca de desocultação. O que lhe atrai, até os dias de hoje, é trazer à superfície da imagem o invisível e desocultar o que estava ali pulsando. “Se a imagem não for estranha, poderia morrer nela mesma”.

 


quando: 07.10.2017 — 20h às 21h30
onde: Teatro Guarany